segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Capítulo 1- A revolução tecnológica e os espaços da globalização

9° ano

Entre as modificações causadas na paisagem pela primeira Revolução Industrial, podem-se citar o crescimento das cidades, o surgimento de bairros industriais nesses centros urbanos e a poluição decorrentes da fumaça lançada pelas chaminés das fábricas. Essas transformações foram mais intensas nas paisagens dos Estados Unidos e de vários países europeus, como Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Rússia e Alemanha. A divisão social do trabalho se caracterizava pela existência dos donos dos meios de produção (ou capitalistas) e dos trabalhadores, que vendiam sua força de trabalho aos donos dos meios de produção. Essa divisão beneficiava diretamente os capitalistas que passaram a explorar a força de trabalho dos empregados para se apropriar de lucros cada vez maiores.
Com a Segunda Revolução Industrial os países industrializados passaram a explorar matérias-primas em suas colônias localizadas em outros continentes, sobretudo na Ásia e na África. Essas matérias-primas serviam para abastecer a crescente demanda industrial nos países que se tornavam cada vez mais industrializado, como Inglaterra, França, Holanda, Estados Unidos e Japão. Além disso, esses países passaram a fornecer produtos manufaturados para os demais países e colônias localizadas em varias partes do mundo.
Na Terceira Revolução Industrial, o processo produtivo está cada vez mais integrado aos progressos tecnológicos, fato que proporciona a ascensão de setores de atividade que empregam alta tecnologia, como informática, microeletrônica e telecomunicações.


Capítulo 2- A dinâmica dos espaços da globalização
9º ano
As multinacionais interferem na dinâmica dos espaços da globalização porque impulsionam o intenso fluxo de informações, mercadorias, capitais e pessoas entre os lugares do mundo.
A expansão das multinacionais pelo mundo ocorreu por meio da transferência de empresas europeias, japonesas, canadenses e norte-americanas para os países menos desenvolvidos industrialmente. A fragmentação do processo produtivo dessas empresas foi possibilitada pelo aprimoramento das tecnologias na Terceira Revolução Industrial, quando surgiram os novos meios de transporte em massa e a comunicação em tempo real.
A rede de transportes é de extrema relevância para a organização do espaço geográfico de diversos países, sobretudo por ter um importante papel na ocupação territorial de muitas nações, principalmente das que apresentam grandes dimensões, como o Brasil, o Canadá e a Rússia. Os transportes também são essenciais pelo fato de viabilizarem o deslocamento de mercadorias e de pessoas em grande escala entre os países do mundo.
O desenvolvimento de grandes navios cargueiros, com capacidade para transportar milhares de toneladas a um custo razoavelmente baixo, tornou viável a estratégia de fragmentação do processo produtivo das multinacionais, as quais puderam, assim, instalar filiais até mesmo em lugares distantes das fontes de matérias-primas e dos mercados consumidores.
As informações chegam até as pessoas pelos mais diversos meios de comunicação, entre os quais a televisão, o telefone, o fax e a internet, e cada vez com mais rapidez em razão do desenvolvimento desses meios.
As cidades globais configuram-se como centros de decisões econômicas e financeiras mundiais pelo fato de abrigarem sedes administrativas ou financeiras de corporações multinacionais, de grandes bancos, de companhias seguradoras e de transportes, além das principais bolsas de valores do mundo. Além disso, essas cidades constituem importantes centros de produção de informações econômicas, culturais, cientificas ou voltadas para o lazer, pois também abrigam universidades, institutos de pesquisas, grandes jornais, editoras, museus, teatros, etc. Essas aglomerações urbanas desempenham o papel de grandes articuladoras dos fluxos, isto é, são centros de convergência e dispersão dos fluxos em nível mundial.
A distribuição dos fluxos entre o mundo desenvolvido e o subdesenvolvido é bastante desigual. Prova disso é que mais da metade dos negócios realizados no mundo ocorre entre os países ricos, e a rede que interliga essas nações por onde circulam os principais fluxos de transporte e comunicação, configura-se como a mais densa do planeta.

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